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O Legislativo retornou do recesso nesta segunda-feira, dia 3, trazendo a preocupação com a questão da drogadição no
município e com a falta de um delegado titular. O assunto tomou grande parte dos discursos na tribuna de vereadores de
diferentes partidos, todos com a mesma conclusão: a situação pede ações imediatas.
Para João Batista (PSDB), nada está sendo feito para que aconteça uma política pública eficiente. Ele considera a questão do
abuso do álcool e das drogas o maior problema que a juventude taquariense vem enfrentando e parabeniza as ações recentes da
Brigada Militar que ocorreram em bailes e apreenderam drogas. “Isso tem que ser continuamente feito. Nós temos que atacar o
problema. Não podemos fugir, nos esconder e achar que o Conselho Tutelar tem obrigação com os adolescentes. Nós, vereadores,
temos esse compromisso com a comunidade. É o poder público que tem que começar”, opina.
O vereador do PP, Romacir Martins, concordou com João Batista sobre a necessidade de medidas para combater a drogadição em
Taquari, mas ressaltou que isso não é dever só da administração. “Eu acho que está num limite insuportável. Neste final de
semana teve uma pessoa que até invadiu uma pizzaria, tal era o estado dela. Agora, não podemos também recair toda a culpa
sobre a administração municipal. Nós estamos, hoje, com uma Polícia Civil sucateada, sem delegado, com dois inspetores de
polícia e a Brigada Militar já com ordem de racionamento de combustível. Ou nós nos mobilizamos e vamos até o secretário de
Segurança Pública fazer com que ele olhe por Taquari, ou então vamos fechar a Aleixo e não deixar mais ninguém entrar aqui para
fazer campanha política em termos de estado”, discursa. Martins lembrou o requerimento que fez antes de o Legislativo entrar em
recesso, convocando autoridades para uma reunião na Câmara de Vereadores, com o objetivo de decidir o que fazer em termos de
segurança pública em Taquari.
Solidária com as opiniões dos dois colegas vereadores, Lílian Reis (PSDB) disse que está na hora das administrações realmente
assumirem como política pública a questão da drogadição. “É muito triste vermos vidas que não têm mais retorno”, opina a
vereadora que ainda questiona qual tipo de cultura vem sendo oferecida aos jovens do município e se não seria importante o
estímulo de atividades mais saudáveis.
“João, eu acho que Taquari está um caos tremendo, é a drogadição. Em cada bairro que a gente vai, tem uma mãe ou tem um pai
sofrendo”, desabafa Silvio Pereira (PP) na tribuna.
Ele relata que desenvolve um trabalho junto com seu filho, levando semanalmente pessoas para se tratarem em centro de
reabilitação. “Semana passada levamos três. Pessoas sem condições financeiras, que vendem tudo o que têm, roubam do próprio
pai para vender”.
A falta de um delegado de polícia titular também foi apontada pelo vereador. Segundo ele, está na hora de o Legislativo chamar
as autoridades e procurar uma solução. Ele atribui a violência, como o homicídio ocorrido na semana anterior, ao uso das drogas,
em especial o crack e fez um apelo para a administração investir no ser humano.
Paulo Garcia (PMDB), com jornais de outubro e novembro do ano passado, relembrou a trajetória dos vereadores para marcar uma
audiência com o secretário estadual de segurança e a resposta que tiveram na época. “Aqui está. Desde o ano passado. Será que
isso não é importante? Um delegado para Taquari”, indaga. Garcia diz que fica preocupado em saber que a BM está sem gasolina.
“Até porque, essa casa fez um repasse. Tenho preocupação com isso. Algo está errado”. |