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EDITORIAL: Ejora Imprimir E-mail
Escrito por Redação   
29-Jan-2010
Essa semana esteve na Câmara de Vereadores a diretora da Rádio Açoriana e do jornal O Açoriano, pertencentes a EJORA, empresa de propriedade do município. A diretora foi convocada pelos vereadores para prestar informações sobre a situação da empresa. As informações prestadas dão conta do descalabro da situação. No ano de 2009 a prefeitura gastou R$ 189.827,00 com a EJORA. É um absurdo que um município com tantas carências gaste esse valor sem necessidade.
Se a rádio dá prejuízo por que então o município não a vende? Vendendo a rádio poderia arrecadar um bom dinheiro e se livrar dessa sangria dos cofres públicos que vem ocorrendo há anos, em sucessivos repasses da prefeitura para viabilizar o funcionamento de uma empresa deficitária. Não se trata da destinação de dinheiro para a execução de políticas públicas, como educação, saúde, conservação do sistema viário, etc. Se trata, isto sim, de dinheiro posto fora.
Certamente sob comando de empresa privada a rádio não daria prejuízo. Além disso, certamente teríamos uma programação bem mais qualificada, o que seria melhor para todos. Em todos os outros municípios as rádios se sustentam sem a ajuda da prefeitura. O que causa espécie é o desconhecimento da diretora da rádio sobre os questionamentos que lhe foram feitos. Não sabia informar o valor cobrado de uma programação, o valor de um anúncio de página inteira no jornal, entre outras questões.  Ou a diretora da rádio desconhece totalmente os dados da empresa onde é responsável pela administração, o que é trágico para a empresa, ou não quis revelar alguns dados. 
Sempre quando se fala em vender a rádio, aqueles que têm interesse em continuar na mesma, divulgam informações inverídicas. A diretora da rádio, na sabatina com os vereadores, afirmou que se a rádio fosse vendida poderia sair de Taquari. Não se sabe se essa afirmação foi prestada por desconhecimento ou com interesse de deturpar a verdade. O proprietário de uma rádio não pode desloca-la de uma cidade para outra, pois se trata de uma concessão federal específica para cada localidade. Nunca se ouviu falar que a rádio de uma cidade se transferiu para outra, pois isso não é permitido. Precisou a intervenção do vereador José Harry e do Prefeito Ivo Lautert para confirmar que a rádio não pode sair da cidade mesmo sendo vendida. 
Essa situação da rádio já se arrasta há anos. Não adianta cogitar da possibilidade de recuperá-la, torná-la viável, pois ao longo do tempo, nas mãos do município, só deu prejuízo, que hoje gira em torno de dois milhões de reais.
Felizmente várias pessoas já se deram conta disso, como o vereador José Harry que, mesmo fazendo parte da situação, já alertou para esse aspecto.
Não pode Taquari, uma cidade com poucos recursos e tantas carências, gastar os poucos recursos que dispõe para manter uma rádio e um jornal que atende o interesse de poucas pessoas.
 
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