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BM de Taquari não tem programa de computador para digitação de ocorrências |
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Escrito por Redação
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26-Fev-2010 |
A Brigada Militar (BM) local não conta com o programa de computador chamado OCR, no qual devem ser digitados todos os Termos Circunstanciados (TCs) gerados pelas ocorrências atendidas. O ponto mais próximo de OCR disponível fica em Estrela.
Assim, para que os TCs produzidos em Taquari sejam inseridos no sistema da polícia do Estado, um brigadiano precisa apanhar uma viatura e ir até Estrela, levando o material que será digitado. Conforme o comandante do Pelotão de Taquari, Rogério Armando Hoffmann Filho, é preciso tirar um brigadiano da rua para ir até aquela cidade. Outro problema é o desgaste da viatura e o gasto com gasolina.
O software não precisa ser fornecido, necessariamente, pelo governo do Estado. Segundo o capitão Armando, se o Grupo de Apoio à Polícia (GAP) disponibilizasse a verba, um ponto de OCR poderia ser comprado. O custo do programa é de cerca de R$ 8 mil.
As ocorrências registradas pela BM podem gerar um Boletim de Atendimento (BA), um TC ou uma Comunicação de Ocorrência Policial (COP). O capitão explica que, se a BM for chamada mas não houver ocorrido crime nem contravenção, é feito um BA, que fica arquivado na Brigada e é um documento para controle administrativo. “Por exemplo, se uma pessoa nos chamou porque estariam rondando a sua casa. Nós fomos até lá, mas não encontramos ninguém, e nada foi estragado. Então é feito um BA”, diz.
Se ocorrer uma briga com lesão corporal e as partes (autor e vítima) estiverem presentes, é feito um TC. Para que seja gerado um TC, a lesão ou o crime devem estar configurados. Se ocorreu um crime e uma das partes não está no local, porque fugiu, por exemplo, será feita uma COP, já que os requisitos do flagrante não estão no local.
O BA fica na BM. O TC vai direto para o Fórum, e a COP vai para a Delegacia de Polícia (DP). No TC o autor e a vítima dão as suas versões, fica constatado o dano ou a lesão e não é preciso que se investigue. Assim, o promotor e a juíza têm as informações em mãos para oferecer ou não uma transação penal. Na COP, se o autor fugiu ou não foi constatado o dano, é preciso investigar. Por isso o documento vai para a DP, onde é feita a investigação.
Assim como o TC, a COP também é digitada no sistema, mas não há muita pressa. Conforme o capitão, seria importante que o TC fosse digitado na hora em que foi feito. “Se digitarmos na hora, vai constar imediatamente na ficha policial do autor que ele cometeu um dano ou uma lesão”. O capitão lembra que se alguém registrar um furto ou roubo de veículo na BM, o fato só vai entrar no sistema da Polícia cerca de uma semana depois. Se registrar na Polícia Civil, porém, o registro será imediato, pois a DP tem dois pontos de OCR.
Se o cidadão vai à BM para registrar uma ocorrência e quiser levar uma cópia da mesma, não há condições de entregar o documento no mesmo dia. Um brigadiano terá que escrever o documento à mão, levar para digitar em Estrela e só depois fazer uma cópia. Isso é um problema nas ocorrências envolvendo trânsito, porque as pessoas precisam de uma cópia na hora para acionar o seguro.
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