Ireno José Jantsch (foto) é natural de Paverama, 56 anos, foi bancário (Banrisul) em Porto Alegre, função na qual se aposentou. Surgiu, então, a oportunidade de montar uma empresa. A origem interiorana trouxe-o de volta à terra natal. Já no primeiro momento, apareceram algumas dificuldades num município que, na época, 2004, era essencialmente voltado para a indústria calçadista.
Outro fator foi a inexistência de mão-de-obra especializada e,ainda, a insegurança quanto à aceitação da comunidade por ser um ramo totalmente desconhecido na região. Mas o grande desafio foi enfrentado. As coisas andaram, pouco a pouco o mercado se abriu, num processo natural pela credibilidade conquistada na trajetória de bancário de Ireno, quando fez ótimas relações e amizades, o que o ajudou bastante no desenvolvimento da empresa.
Hoje a Fundição Concórdia Indústria e Comércio Ltda é uma sólida realidade, em funcionamento há quase seis anos, que usa como matéria-prima, basicamente, a sucata reciclável e fundida, sucata de aço e ferro-gusa. Entram na composição também os elementos químicos que servem para fazer a forma, a liga, de acordo com o que é determinado pela ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas.
O ferro-gusa e os componentes químicos são oriundos de outros estados, como Santa Catarina, Espírito Santo e Minas Gerais. O que comumente chamamos de “ferro velho” e foi originalmente fundido retorna como matéria-prima, com exceção da lataria de carro, por conter tinta na sua manufatura, o que prejudica a qualidade do produto da fundição.
Uma equipe de 54 funcionários foi formada a partir do treinamento com cerca de seis profissionais da área que vieram de Canoas e Porto Alegre, durante o período de implantação, para capacitar a mão-de-obra específica para o setor, que aqui encontraram pessoas bastante produtivas e interessadas. Atualmente, são fundidas de 95 a 100 toneladas de ferro líquido/mês, o que representa uma expedição de 65 toneladas de peças prontas (fundidas), em sua maioria,precisando passar pela usinagem, ou seja, por um acabamento; outras saem em seu estado bruto direto para o uso.
Toda a produção é absorvida pelo mercado existente no Rio Grande do Sul e as peças se destinam a máquinas agrícolas: colheitadeiras, tratores, plantadeiras, pulverizadores; outra fatia é a de máquinas pesadas, como bombas de água, retroescavadeiras, patrolas, abrangendo, ainda, material de construção, andaimes,etc.
A Fundição Concórdia Indústria e Comércio Ltda. é uma empresa que vem crescendo com investimento pesado em maquinário e um sensível incremento na produção, sendo que, em 2007 e metade de 2008, chegou a trabalhar dia e noite. A crise mundial que atingiu fortemente o setor metalúrgico atrapalhou um pouco a implantação, mas, com uma boa dose de sacrifício e dedicação,foi lentamente superada.
“O equipamento que temos hoje montado vai nos proporcionar, no mínimo, um acréscimo de produção de 80 a 100%”, afirma Jantsch. “Iniciamos como uma empresa nova que hoje está consolidada; estamos num estágio muito bom, conquistamos respeito e nome no mercado. Continuamos investindo em prédios, em máquinas, melhorando os processos”, completa Ireno, que se orgulha por ser pioneiro no ramo em Paverama.
A média de faturamento anual é de R$ 2.000.000,00 e o objetivo é que, em 2012, a Fundição Concórdia esteja com sua estrutura plenamente montada, continuando a crescer e a colaborar com a proteção e o equilíbrio do meio ambiente, uma vez que utiliza materiais recicláveis.
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