| Questão de credibilidade |
|
|
| Escrito por Redação | |
| 05-Mar-2010 | |
|
Vem empolgando a opinião pública o caso dos apostadores que ganharam mas não levaram a Mega Sena. Não por falta de assuntos mais graves, como o da dengue aqui mesmo no Estado. Mas porque mexe com situações que afetam a todos nós, que são a credibilidade e a transferência de responsabilidades entre as instituições. Não sei se fizeram alguma pesquisa de opinião, mas o que se ouve é pessoas torcendo para que eles ganhem o direito ao prêmio, na Justiça. Aliás, havendo possiblidades reais disso (previstas no Código do Consumidor), não se entende por que a Caixa Econômica Federal não cogitou de reconhecer esse valor como “sob júdice”, pois ao incluir o montante no concurso seguinte criou um problema para si mesma - caso seja determinado o pagamento aos vencedores anteriores, teria de pagar também aos novos vencedores, ficando no prejuízo. Para os que torcem para os vencedores do “bolão”, os valores em jogo não são só financeiros, são da confiança nas instituições. Se, afinal, era proibido o tal “bolão”, por que isso nunca foi fiscalizado? De tantas normas não cumpridas no país, por falta de fiscalização, essa é a única que não poderia alegar “falta de recursos”, pois sabemos as vultosas somas que as loterias oficiais mobilizam, sob monopólio do Estado.
Dizem que não adianta termos tantas leis, se elas não são cumpridas, mas a quem cabe a responsabilidade em cada caso ? Em última instância, sabemos que é uma questão cultural, quer dizer, do conjunto da sociedade, zelar por todas as formas de patrimônio - inclusive morais - para os quais a legislação pátria foi criada para proteger, incluídos aqui direitos como os da cidadania e da preservação ambiental, bens comuns a todos. POR MONTSERRAT MARTINS |
| < Anterior | Próximo > |
|---|
| Início |
| Notícias |
| Links |
| Contato |
| Procurar |
| Galeria de fotos |
| Baixar Arquivos |
| Quem somos |
| Vídeos |