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Início de aulas é adiado e alunos ajudam na pintura das salas Imprimir E-mail
Escrito por Redação   
05-Mar-2010
GERAL-05-M-Volta-as-Aulas.jpg Na segunda-feira, 1° de março, foi dia de volta às aulas nas escolas de Taquari, tanto na rede municipal como na estadual. Em todos os educandários os alunos foram recebidos com atividades diferenciadas, marcando o início do ano letivo e o retorno para as salas de aula.

Na Escola Municipal Osvaldo Ferreira Brandão, após a recepção na segunda-feira, os alunos foram dispensados e as aulas foram adiadas até a quarta-feira, dia 3. O motivo é que a escola ainda não está pronta para receber os estudantes pois falta completar a pintura.
Devido ao cheiro forte da tinta, as turmas foram dispensadas e para que o trabalho fique pronto a tempo, a direção da escola conta com o voluntariado de funcionários, pais e dos próprios alunos.
Conforme a diretora Maria de Lourdes Rosa da Silva, para o trabalho foi mandado apenas um pintor, que iniciou na quinta-feira, dia 25. Até a segunda-feira, havia três das 12 salas pintadas. “A gente está com espírito de boa vontade, todo o grupo, de voltar com a educação, mas as coisas parecem que estão travadas”, desabafa a diretora.
Maria de Lourdes diz que não quer voltar a colocar alunos no pavilhão de esportes da escola, como ocorreu em novembro de 2009, quando a escola interditou quatro salas de aula. Na época, devido a uma forte chuva, paredes próximas aos banheiros da escola racharam e a água começou a invadir. Enquanto as salas ficaram interditadas, os alunos tiveram aulas no pavilhão de esportes da escola.
Este não foi o único susto em 2009 na escola. No início de dezembro, após outra chuva, a água infiltrou pelo teto de uma sala de aula oferecendo risco de curto-circuito na parte elétrica.
A diretora da escola lembra que, durante as férias de verão, as obras de ampliação de salas e espaço físico não foram possíveis. O problema da parte elétrica foi resolvido pela própria escola e, sobre as paredes rachadas, quatro engenheiros do município vistoriaram e disseram que não há problema e que as aulas podem continuar normalmente. Nas salas acima de onde ocorreram as rachaduras, professores e alunos estão com medo de ter aulas. Quanto à pintura da escola, a Secretaria de Educação teria justificado que foi mandado apenas um pintor porque não havia mais pessoas para trabalhar.

Emílio Schenk

Na Escola Municipal Emílio Schenk as aulas começaram de forma tranquila, apesar do pouco espaço. Em dezembro de 2009 o colégio foi parcialmente destruído por um incêndio. Na época, foi levantada a suspeita de ter sido um incêndio criminoso. Foram 10 salas queimadas.
“Conseguimos receber todos os alunos”, declara o diretor da escola, Cássio Reis. A obra de reconstrução da parte atingida pelo sinistro começou no dia 10 de fevereiro. “Já entregaram duas salas e outras quatro estão sendo arrumadas”, completa Reis. A previsão de conclusão da obra é de 60 dias.
Enquanto isso, alunos e professores estão utilizando duas salas de aula de catequese da Capela São Pedro, além da cozinha e utensílios da mesma. Conforme o diretor, o que o preocupa não é o prédio e sim as outras coisas, como os materiais perdidos e os utensílios.

“Não podemos de maneira nenhuma baixar o nível da educação”

A frase é da secretária de Educação, Maria Conceição Fritz Machado. Ela diz que o ano letivo começou bem e sob controle. “Na semana passada tivemos a Jornada Pedagógica, nesta semana fizemos a acolhida e está tudo funcionando normal. Estamos reajustando o quadro de professores, já que não podemos aumentá-lo. Não podemos de maneira nenhuma baixar o nível da educação. A gente prima por qualidade”, declara.
A secretária lembra que na Escola Emílio Schenk já há duas salas prontas na obra e tudo funciona normalmente. “A comunidade de lá está muito compreensiva. Mas o que fiquei ainda mais comovida foi com a comunidade do Prado. Coisa boa ver aqueles alunos e pais fazendo mutirão para ajudar a pintar”, diz a secretária.
Maria Conceição esclarece que o educandário recebeu só um pintor para fazer o serviço devido à falta de pessoal. Ela ainda ressalta que as calhas da escola foram desentupidas para não haver mais problemas com a chuva e que um eletricista revisou toda a parte elétrica. “Para a Osvaldo, neste ano, vamos construir um refeitório maior”, adianta.
A secretária justifica que alguns educandários precisaram receber mais reparos que os outros, como é o caso da Álvaro Haubert, que sofreu com a ação de vandalismos nas férias. Até os vasos sanitários foram arrancados dos banheiros e, alem desse conserto, também tiveram que ser colocadas grades e portas de ferro, para evitar novos ataques. O investimento foi de cerca de R$ 5 mil.

Escolas fechadas

Duas das escolas da rede municipal tiveram as atividades encerradas neste ano, devido ao baixo número de alunos. A Escola Campos Salles, que fica em Amoras tinha 14 alunos em 2009 e, em 2010 o número reduziu para 9. a saída foi transferir as crianças para a Escola Pedro Pereira Machado, próxima à Avipal.
Em Cerro dos Kern, a Escola Olmiro Gomes estava apenas com três alunos. Eles foram transferidos para a Pedro Pereira e para a Álvaro Haubert e serão conduzidos com o transporte escolar do município. “Nestes casos a educação deixava de ser um investimento para ser uma despesa”, explica a secretária de Educação. Ela completa que para os prédios dos educandários estão sendo estudados projetos para as comunidades.

 
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