Taquari, 22 de Novembro de 2017
NOTÍCIAS
07/04/2017
Audiência pública discute reforma do Governo Federal

Na noite da última quarta-feira (5), dezenas de pessoas acompanharam uma audiência pública realizada na Câmara de Vereadores sobre a Reforma da Previdência proposta pelo Governo Federal. 
O evento contou com a participação de dois painelistas que utilizaram a tribuna para explicar aos presentes as consequências da medida. A mesa de debate também foi composta pelo Deputado Estadual Adão Villaverde (PT), o Prefeito Municipal Emanuel Hassen de Jesus (PT) e o vereador Leandro Mariante (PT). Outros membros do Legislativo, como a Pastora Mara (PSDB), Marquinho (PSDB), Zé Harry (PDT) e Ramon Kern (PT) acompanharam a audiência junto à plateia.
De acordo com o vereador Mariante, a audiência teve como objetivo fomentar o debate sobre a reforma, de para que a população saiba como as mudanças irão afetar a aposentadoria. Para isso, os presentes puderam utilizar a tribuna para fazer questionamentos aos painelistas.
“Além de fomentar esse debate, precisamos trazer esclarecimentos sobre a reforma. Então, convidamos estes dois painelistas para esclarecer as principais dúvidas da comunidade, de forma que ela entenda o que vai acontecer caso a reforma seja aprovada”, disse o vereador.
 
O que irá mudar
 
Entre os painelistas estava a especialista em Direito Previdenciário, a advogada Andressa Abreu da Silva, que aproveitou o espaço para fazer uma análise técnica da reforma, comparando como é hoje e de como ficará com as alterações propostas pelo governo. “A população, de forma geral, já ouviu falar sobre a reforma mas não sabe como irá afetar a vida dela. Então é preciso se conscientizar, porque quem está aposentado ou não vai sofrer as consequências”, afirmou Andressa.
Ela também ressaltou que a reforma traz uma idade mínima para a aposentadoria, de 65 anos para ambos os sexos. A advogada fez críticas em relação à proposta.
“A ideia do Governo é dizer que hoje, com a inserção da mulher no mercado de trabalho, houve uma equivalência entre os sexos. Mas isso não existe, embora a mulher tenha buscado a sua inserção no mercado de trabalho. A gente vê muitas mulheres que tem três turnos de trabalho e isso faz com que, hoje, essa proposta de reforma para equivaler os gêneros seja absurda”, comentou.
Outra questão abordada pela advogada foi em relação ao tempo de contribuição. Hoje, é necessário ter 15 anos de contribuição, enquanto que com a reforma aumenta para 25. “Ou seja,  a pessoa terá que trabalhar dez anos a mais para poder usufruir da aposentadoria”, explicou. 
Além disso, Andressa falou sobre as mudanças em relação ao cálculo da aposentadoria. “Hoje, ele começa do 70% e vai aumentando por ano trabalhado, com a reforma reduz para 51%. Com a reforma, a pessoa vai ter que trabalhar 49 anos para ter uma aposentadoria integral. Para ela, nenhuma das alterações propostas pelo Governo trará benefícios à população.
 
Déficit na Previdência é questionado
 
Outro assunto debatido pelos painelistas é o argumento do Governo Federal de que há um déficit na previdência. Para o advogado Daniel Fontana, o governo utiliza os recursos das contribuições sociais para gastar em outras áreas.
“Um dos grandes argumentos utilizados pelo Governo é a questão do déficit. No Brasil, as grandes obras que foram feitas na década de 50 e 60 vieram com o dinheiro da previdência. E aí o Governo faz uma maquiada, pega dinheiro da previdência, utiliza para outras coisas, e aí apresenta uma conta dizendo que a previdência é deficitária”, comentou. 
 
Pressão no Congresso
 
Ao longo da audiência, que durou mais de duas horas, as pessoas que utilizaram a tribuna destacaram a importância da mobilização da população. A advogada Andressa Abreu da Silva afirmou que as pessoas podem entrar em contato com os Deputados Federais e Senadores pedindo que eles não votem a favor da reforma. 
“Hoje a gente consegue ver que essa pressão tem dado resultado porque, pelo Governo, essa proposta já teria acontecido. A ideia é bloquear essa reforma, porque o texto hoje como foi proposto é um absurdo para os trabalhadores”, concluiu. 
O presidente do Sindicomerciários de Taquari Vitor Espinoza, que propôs a realização da audiência, também fez um alerta aos presentes sobre a importância de cobrar de todos os deputados a sua posição sobre a reforma da previdência. “Todos os deputados, sem exceção tem Facebook, vamos lá e cobrar a posição dele, vamos cobrar de todos a sua posição.” 
 
 

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No dia 16 de maio, um bugio que estava no Bairro Praia teve um choque ao deitar-se sobre os fios de energia elétrica. Ele caiu dos cabos da rede e foi socorrido por pessoas que estavam nas proximidades, entre elas, o agricultor Seloí Lang, conhecido por Nego do Rincão, que fez massagem e assoprou sua boca.

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