Taquari, 25 de Setembro de 2017
NOTÍCIAS
12/05/2017
Amor em dose tripla

Se o nascimento de um bebê mexe com a rotina de uma família, imagine o de três. Nesta semana, completou um mês que as trigêmeas Sofia, Laura e Júlia foram para casa, na localidade Vendinha, em Triunfo, filhas de Rita de Cássia de Almeida Ferreira Aires, 35 anos, e André Roberto Aires, 42 anos, e irmãs de Ana Luísa, 9 anos. A notícia de que a gestação era de trigêmeos foi dada na primeira ecografia, feita com oito semanas (aproximadamente dois meses). “Tava planejando ter um bebê, aí veio a surpresa. Muito gostosa essa surpresa!”, diz a mãe. 
Rita é natural de Sapucaia do Sul e mudou-se para Vendinha quando casou, há 13 anos. O esposo é natural de Triunfo e trabalha como operador de máquinas. Ela é operadora de caixa na loja da Certaja daquela localidade.
A gravidez foi planejada, mas não houve tratamento de fertilidade. A mãe não imaginava que teria mais de um bebê, embora na família de Rita haja diversas ocorrências de gêmeos, com sobrinhos, primos, tios e tios-avós. “Agora passamos para três. Brinco com as minhas sobrinhas que as próximas (gestações) serão com mais”, diz Rita.  
Diante da grande novidade, além do enxoval, a família precisou aumentar a casa para fazer o quarto para as meninas que chegariam. “Antes era tranquilo se viesse mais um. Tive que fazer adaptações porque não caberiam no meu quarto os três berços”. O enxoval para as três bebês teve a colaboração da comunidade que fez doações de carrinhos, roupas e fraldas. O chá de bebê teve a participação de aproximadamente 200 pessoas. 
A gravidez foi tranquila e o parto cesariana foi realizado com 35 semanas (oito meses), no dia 24 de março, no Hospital da Unimed em Montenegro. Três equipes médicas foram mobilizadas para a chegada das meninas. A mãe tinha determinado, previamente, os nomes que cada uma receberia conforme a ordem de nascimento. A primeira, a Sofia, que pesou 1,520 Kg e 41 cm, seguida da Laura com 1,855 Kg e 42,5 cm e depois a Júlia, com 1,925 Kg e 42 centímetros. Elas ficaram no hospital por 15 dias para ganhar peso. 
As meninas são muito semelhantes fisicamente, mas para Rita, não há confusão. Ela sabe quem é cada uma pelos tamanhos: “a Júlia é a maiorzinha; a Sofia tem o rostinho menor, mais fino, e a Laura é mais redondinho. Mas elas, em peso, já estão se igualando, estão se desenvolvendo superbem”, avalia Rita. 
Para dar conta das três, a mãe diz que “é praticamente o mesmo como se fosse um, só que é triplo o serviço. A troca de fralda e do banho são mais ou menos na mesma hora. Se faz sempre a mesma coisa no horário. Com as ajudas, se consegue conciliar tranquilo”.
Nestes primeiros dias, Rita está contando com a colaboração da mãe, Cerize Ferreira e da irmã, Vanda, que são fixas na assistência. “Me sinto privilegiada de poder estar compartilhando”, diz
O esposo de Rita e a filha também cuidam das meninas, quando não estão no trabalho e na escola. “Espero conseguir dar conta. Tu planejas um filho, a tua vida não muda tanto, mas tu consegues manter. Agora, não existe uma rotina certa, é um dia depois do outro conforme a situação que se cria. Tem dias que elas dormem mais; outros querem mais atenção de colo. Não temos mais rotina para nada. Elas me ajudam bastante, mas a gente quer começar a dar conta de tudo sozinha. Vou parar de trabalhar e me dedicar mais a casa. Agora com as três não tem, apesar de eu adorar trabalhar fora, mas elas precisam mais de mim”, diz a mãe. 
Mesmo com o auxílio da família, há momento em que as três querem atenção da mãe. “E só mama para acalmar”, comenta. Assim, Rita vai revezando as meninas no peito. “É o tempo delas porque mamam, dormem um pouquinho, depois pegam de novo, se a outra precisa eu dou um pouquinho, mas daí ela pede de novo, eu troco”.
Para não haver esquecimento no trato com as meninas, as horas da mamada, do complemento, da troca de fraldas são anotadas em um caderno. “No início nós fizemos umas pranchetas coloridas. Teoricamente falando, tu tens tudo organizado, mas quando vem!” 
Mesmo com a multipla jornada, Rita diz que não há cansaço. “Não tem fome, não tem cansaço  porque tudo compensa, só de ver os rostinhos delas”.  
 

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No dia 16 de maio, um bugio que estava no Bairro Praia teve um choque ao deitar-se sobre os fios de energia elétrica. Ele caiu dos cabos da rede e foi socorrido por pessoas que estavam nas proximidades, entre elas, o agricultor Seloí Lang, conhecido por Nego do Rincão, que fez massagem e assoprou sua boca.

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