Taquari, 17 de Agosto de 2017
NOTÍCIAS
11/08/2017
Diretora do Isev relata dificuldade para contratar pediatra e obstetra

A diretora administrativa do Instituto de Saúde e Educação Vida (ISEV), Letícia Ferraz da Silva, e a diretora-técnica, Tatiana Antonette Bizarro, entregaram, ao presidente do Conselho Municipal de Saúde, Gilberto Hermann, um ofício relatando a dificuldade que enfrentam para contratar profissionais nas áreas de pediatria e obstetrícia. 
O mesmo documento foi entregue à direção do Instituto Vida (mantenedor do Isev) e ao Ministério Público. “Quero deixar todos cientes, conhecedores da situação”, destacou Letícia.  
Atualmente, segundo ela, há um médico ginecologista-obstetra atendedo três dias por semana (quinta-feira, à noite,  sexta-feira e aos sábados). Ela disse que foi feito contato com outros hospitais e profissionais de outras cidades, além de colocado anúncio em sites, como do Conselho Regional de Medicina (Cremers). No caso da pediatria, há um profissional que atende 15 dias por mês. “Não se conseguem estes profissionais. Chegou ao ponto que não temos mais onde recorrer, onde procurar este profissional. A gente continua fazendo contatos”ressaltou.
Ela relatou que tentaram chamar os profissionais novamente e explicar que os repasses por parte do Estado, embora com atraso, e do Município, em dia, estão sendo feitos e que, quanto à situação de atrasos nos pagamentos do profissionais, foi feito o pagamento. 
Também fizeram contato com os profissionais de Taquari que já prestaram serviço no Isev, tanto de pediatria como ginecologia/obestetrícia mas, segundo Letícia, eles disseram que têm outros compromissos, inclusive com consultórios em outras cidades. “Nem eles que são do próprio município não podem assumir”.  
 
“Taquari ficou mal visto”
 
Para a diretora técnica, a situação é frustrante. Questionada pelo presidente do colegiado sobre o que estaria levando a esta situação, se a falta de profissionais no mercado ou por ser a cidade do interior, ela respondeu que “neste ano está impossível, nem oferecendo mais dinheiro. Começamos com um valor e já subimos e não conseguimos. Não sei se por causa do ano passado que teve todo aquele atraso do Estado e todos os órgãos possíveis no repasse de dinheiro, então Taquari ficou mal visto, querendo ou não, ficou mal visto, como mau pagador”.    
A coordenadora de recepção e regulação do ISEV, Maria Eduarda Praia Machado, disse que para o hospital há um gasto maior com a falta dos profissionais, em decorrência das remoções para outras instituições. “No dia em que não se tem obstetra e chega uma paciente, temos gasto com ambulância, com o médico e o técnico em enfermagem que vão acompanhar. A prioridade é o atendimento, mas pensando financeiramente, como empresa, tem um gasto enorme, fora a responsabilidade, que não existe preço”, relatou.
Outro ponto levantado pela coordenadora, é a falta de leitos nos hospitais fora do município. Segundo ela, muitas vezes, mesmo com ordem judicial, os pacientes não conseguem leitos e não são aceitos nos hospitais, tendo que voltar para o município. “Nós tivemos casos de paciente com meningite, há menos de duas semanas, e com recém-nascidos. É uma realidade que eu, particularmente, não tinha visto ainda”. Sobre o valor dos honorários médicos, ela lembrou que, se dobrar, há o risco de não conseguir cumprir. “E Taquari vai ficar como não pagador de novo? A prioridade agora, desde que a Letícia e a doutora Tatiana assumiram, é reconquistar a confiança dos profissionais e da comunidade”.
 
Reclamções da farmácia básica
 
O presidente do Conselho, Gilberto Hermann, e o membro do colegiado, Raul Cerveira, contaram que receberam reclamações sobre o extravio de receitas médicas na farmácia básica de Taquari. No caso citado pelo conselheiro Raul, a situação teria acontecido em janeiro. As reclamações foram registradas na ata. 
 

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No dia 16 de maio, um bugio que estava no Bairro Praia teve um choque ao deitar-se sobre os fios de energia elétrica. Ele caiu dos cabos da rede e foi socorrido por pessoas que estavam nas proximidades, entre elas, o agricultor Seloí Lang, conhecido por Nego do Rincão, que fez massagem e assoprou sua boca.

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