Taquari, 21 de Janeiro de 2018
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17/11/2017
Caminhada pela paz reúne cerca de 500 participantes

Centenas de pessoas caminharam, em silêncio, pela Superquadra de Compras, na Rua Sete de Setembro, no início da tarde da última terça-feira. O manifesto pela paz e mais segurança no município reuniu cerca de 500 participantes, conforme estimativa da organização.
O grupo carregou faixas e cartazes e, no final da caminhada, entoou o Hino Nacional e o Rio-grandense. Mais de 400 assinaturas foram recolhidas para um abaixo-assinado solicitando melhorias na segurança em Taquari. O documento foi entregue ao Executivo, na figura do vice-prefeito André Brito, durante audiência pública que debateu questões da segurança, realizada na noite da última terça-feira, no Theatro São João.
O protesto foi organizado pelo grupo Apoiadores de Taquari, que tem se reunido há cerca de 40 dias em busca de alternativas para a melhoria da segurança pública no município. “O movimento surgiu através das redes sociais, com o pessoal se manifestando sobre a segurança estar precária, caótica, e a falta de apoio para a Brigada Militar. Alguns internautas resolveram aderir e iniciaram um movimento, que culminou nesse encontro, onde o comércio e pessoas físicas se uniram para se manifestar e cobrar providências práticas na área da segurança”, disse o comerciante Henrique Wecker, da Mezzon Calçados.
O presidente dos Apoiadores é o comerciante Luciano Lautert, do Bolishow. Para ele, a insegurança no município chegou a um patamar alarmante, que precisa ser, no mínimo, estagnado. “A insegurança está passando do limite. Não há um respeito em termos de horário, de local. Já tivemos eventos em bancos, em casas, em estabelecimentos. A coisa está tomando um corpo que a gente não pode deixar aumentar. A gente achar e sonhar que tudo vai acabar, não, mas que pelo menos a gente consiga estagnar e pensar alternativas que possam vir a contribuir com a melhoria da segurança no nosso município”, disse. De acordo com Luciano, a falta de segurança está trazendo muitos prejuízos, não só aos comerciantes. “No meu comércio, que eu abro durante a noite, a gente fica bastante preocupado. Já reduzi os horários, atigamente dia de semana eu ficava aberto até meia-hora, agora eu fico aberto só até às 23h. Sexta e sábado eu estendia até 4h, agora estou indo até 2h30. Isso tudo tu vai perdendo receita, em contraponto o governo também perde com a arrecadação, porque a gente, vendendo menos, gera menos impostos. É uma cadeia que não é boa para ninguém”, considerou.
A Câmara de Dirigentes Lojistas também se fez presente no manifesto. Segundo o presidente da CDL Taquari, Maicon Costa, a questão da segurança pública preocupa não só os comerciantes e lojistas, mas toda a comunidade. “Acreditamos que chegou o momento da sociedade civil organizada tomar a frente das manifestações, das decisões que englobam diferentes questões da comuidade. Se a gente ficar só esperando o poder público, muitas coisas não vão acontecer. É o momento da sociedade tomar a frente, participar das decisões e buscar melhorias em todas as questões, não só na segurança pública”, disse Maicon.
Em apoio à manifestação, dezenas de comerciantes fecharam seus estabelecimentos no Centro do município. Algumas indústrias também paralisaram atividades no momento do protesto e se manifestaram em frente às suas sedes. Entre as empresas que aderiram ao movimento estão Adama, Motasa e Rodoquímica.
Mas não foram só comerciantes e empresários que participaram do manifesto. Um grupo da Associação de Moradores do Bairro Praia fez questão de marcar presença no protesto. “Está faltando policiamento. A gente pede socorro. Será que não tem uma solução? Eu acho que deve ter. Por isso nos unimos, para pedir mais policiamentos, se não, daqui uns dias nós vamos estar trancados dentro de casa e eles soltos nas ruas”, disse a presidente da associação do Praia, Valéria Martins.
 

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No dia 16 de maio, um bugio que estava no Bairro Praia teve um choque ao deitar-se sobre os fios de energia elétrica. Ele caiu dos cabos da rede e foi socorrido por pessoas que estavam nas proximidades, entre elas, o agricultor Seloí Lang, conhecido por Nego do Rincão, que fez massagem e assoprou sua boca.

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