Taquari, 23 de Abril de 2018
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24/11/2017
Morre o cantor nativista Eraci Rocha

Faleceu, na manhã de ontem, no Hospital da PUC, em Porto Alegre, o cantor e compositor nativista Eraci Rocha de Almeida, aos 69 anos. Ele estava internado desde o dia 14 de novembro, quando fez aniversário, em decorrência de complicações da diabete.
O  velório está ocorrendo na Câmara de Vereadores e o sepultamento será realizado no Cemitério Municipal, às 17horas. Eraci Rocha, como era conhecido, deixa cinco irmãos e três filhos, Virgínia, Guilherme e Tiago. A Prefeitura de Taquari decretou hoje luto oficial de três dias. 
Torcedor do Grêmio, nasceu em Taquari, era filho de Aimar Rios de Almeida e Josefa Rocha de Almeida. Desde pequeno, como lembra a irmã Sueli, a família percebia que seria uma pessoa de destaque na área da música.  
No tempo de estudante no Instituto Pereira Coruja, ele participava de peças de teatro, como Taquari em Quatro Tempos. A dedicação e o empenho mobilizaram os colegas que se reuniram, junto dos professores, para comprar-lhe um violão. “Fizeram uma vaquinha e deram pra ele o primeiro violão, porque cantava mas não tinha, deram o primeiro violão para ele”, conta a irmã Sueli. 
Em entrevista a O Fato Novo, em 26 de dezembro de 2014, contou que a carreira como músico iniciou cedo, cantando com os amigos por lazer, enquanto trabalhava como representante comercial. Nesta época, integrou o grupo Uirapurus, que animou bailes em Taquari, ao lado de Ary Olsen. “Pensava que o canto seria uma coisa esporádica, mas tomou conta da minha vida e comecei a viajar com música. É uma coisa que domina a gente. Mas não tinha a intenção de fazer carreira de música”, salientou.
Naquela ocasião, relatou que, em 1981, ao encontrar Doroteo Fagundes (artista regionalista gaúcho) em uma festa onde cantou músicas da Califórnia da Canção, teve o convite para ingressar nos festivais nativistas. Ao lado de Elton Saldanha e João de Almeida Neto, estreou na Seara de Carazinho. “Numa próxima vez estava o Borghettinho. Já fui participar do festival. Dali, formamos um grupo chamado Lichiguana, e começamos a participar de festivais”. O grupo tinha ainda a participação de Max Gutierrez Denardez. “Fomos fazendo barulho em tudo o que é festival, vencendo e botando música em disco”. No mesmo ano, Eraci participou do primeiro Pastoreio da Canção em Novo Hamburgo e foi o melhor intérprete. “Ganhamos o festival, depois fomos para a Califórnia da Canção, foi relâmpago a coisa. No outro ano já estávamos na Coxilha Nativista, de Cruz Alta. Tive diversos prêmios de primeiro ao terceiro lugar”.
 
A trajetória na música e a paixão pelo Carnaval 
 
Entre os seus sucessos mais conhecidos estão canções como “Vento Norte”, “Quando se apaga o candeeiro” e “Nas varandas”. Era intérprete de “Tá Assim de Graxain” e “Pilão”. 
Gravou dois LPs,  Raça e Dentro do Coração, e um CD - Pra Matar a Saudade, além de mais de 300 canções colocadas em discos de festivais nativistas, como Califórnia da Canção Nativa do RS e Seara da Canção.
Foi presidente do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore do RS, em 1999 a 2002, e da Ordem dos Músicos do Rio Grande do Sul e vice-presidente da Ordem no Brasil. 
Apaixonado pelo Carnaval de Taquari, foi fundador da Sociedade Carnavalesca Batutas da Orgia, em 1964, integrou a banda Uirapurus, que animou bailes de Carnaval no Grêmio Recreativo Alvi negro, em Taquari, e compôs três sambas-enredo para a Sociedade Carnavalesca Irmãos da Opa,: em 1994 “Delírios de uma paixão”; em 1995, “Avenida de Luz” e, em 1996, “Esta vida é de morte”. O hino do Grêmio Recreativo Alvi Negro, uma das canções mais conhecidas do Carnaval, ficou conhecido em sua voz. 
No Natal Açoriano em Terra Gaúcha de 2016, fez o show da noite principal com o espetáculo Turnê Eraci Rocha, acompanhado do coral da Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB) e de uma banda montada especialmente para as apresentações em Taquari e Paverama. A última apresentação em Taquari ocorreu no Carnaval, durante a apresentação da 3ª edição do projeto Recordar é Viver, no Grêmio Recreativo Alvi Negro, que resgatou canções e marchinhas que foram sucesso.    
 

 

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No dia 16 de maio, um bugio que estava no Bairro Praia teve um choque ao deitar-se sobre os fios de energia elétrica. Ele caiu dos cabos da rede e foi socorrido por pessoas que estavam nas proximidades, entre elas, o agricultor Seloí Lang, conhecido por Nego do Rincão, que fez massagem e assoprou sua boca.

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