Taquari, 11 de Dezembro de 2017
NOTÍCIAS
24/11/2017
Supermercado Paraíso é assaltado e proprietária é levada como refém

Os assaltos em Taquari continuam e, a cada caso, se tornam mais ousados. Na manhã da última segunda-feira, dia 20, por volta das 8h40, o Supermercado Paraíso, situado na rua Sete de Setembro, Centro, foi alvo de cinco homens armados. 
Após renderem clientes e funcionários, o grupo pegou a proprietária do estabelecimento, Jaqueline Garcia Ziegenrucker, como refém. Ela foi solta horas depois em Porto Alegre, próximo à rodoviária.
 
“A vida dela tá nas tuas mãos”
 
Em entrevista a O Fato Novo, Jaqueline relatou como foi a ação dos criminosos. Ela estava no escritório do Supermercado quando foi chamada pelo comerciante Ito Pedro Flach, para ir até a cafeteria tomar um café. Enquanto os dois conversavam, um dos assaltantes, que até então estava sentado com outro homem em uma mesa próximo à janela, puxou uma arma e mandou que todos se deitassem.
Outros dois assaltantes estavam espalhados pelo estabelecimento e começaram a render funcionários e clientes. Uma mulher estava entrando no mercado quando foi abordada por um dos criminosos, que a renderam e pegaram seu celular, um Iphone 7. 
Após renderem os clientes, um dos assaltantes que estava na cafeteria se dirigiu à proprietária. “Ele chegou e me chamou pelo nome: ‘Jaque, levanta e vai abrir o caixa’. Aí fomos para o escritório, abri o cofre mas o dinheiro não estava mais, porque uma das funcionárias já tinha tirado e feito o malote para levar para o banco. Aí ele começou a gritar comigo e entregamos o malote”, relata Jaqueline.
Depois de pegarem o dinheiro do malote, um dos homens tentou pegar o celular de Jaqueline, mas ela reagiu e disse que não ia entregar para ele.
“Nessa hora ele enfiou uma arma na minha cara e eu entreguei o celular para ele, chorando”, conta a proprietária. “Aí ele me disse para eu não me preocupar, porque ia levar o celular junto e ia me devolver quando eles me soltassem, para eu ligar para a minha família. Aí, eu percebi que eles iam me levar junto.”
Os assaltantes pegaram os equipamentos do sistema de videomonitoramento do mercado e os produtos de loja de joias que funciona dentro do supermercado. “Eles pegaram todas as joias, ali foi meu maior prejuízo”, relata Jaqueline.
Ela conta que, na porta do estabelecimento, um dos assaltantes fez um aviso às funcionárias. “Quando chegamos ali na porta eles falaram para uma das funcionárias: ‘a vida dela tá nas tuas mãos, se tu ligar para a polícia, ela morre.’”
Em seguida, eles entraram em um carro e se dirigiram até a rua Major Viana. Um capuz preto foi colocado na cabeça de Jaqueline e a abaixaram ela. “Eles fizeram isso para eu não ver o outro carro”, conta. Segundo ela, o carro onde ela estava parou mais adiante e dois assaltantes foram para outro carro. Depois disso, eles seguiram para fora de Taquari.
 
Refém foi liberada em Porto Alegre
 
Jaqueline relata que em nenhum momento os assaltantes foram violentos, e tentavam acalmá-la. “Durante toda a viagem eles falaram para eu não me preocupar, que eles não iam me fazer mal algum, me ofereceram Halls, me ofereceram bolacha. E, quando eu falei que estava me sentindo mal com a cabeça pra baixo, mandaram eu sentar.”
Um dos homens insistiu em saber onde a vítima morava, para que eles fossem até lá. Mas Jaqueline convenceu eles a não fazer isso.
Horas depois de ser sequestrada, Jaqueline descobriu que seria solta em Porto Alegre. “Quando a gente chegou na Arena do Grêmio, o mandante me perguntou quanto custava uma passagem de ônibus para Taquari. Eu falei que que era uns vinte, e ele me deu trinta”, conta. 
Depois disso, eles disseram que iriam liberá-la próximo da rodoviária. Antes, o carro parou e um dos homens comprou uma água de um vendedor ambulante e deu para Jaqueline. E, como o prometido, eles entregaram o seu celular e o de um cliente. “Eles não devolveram só o meu celular. Devolveram outro Iphone, porque eles sabem que é fácil de ser rastreado.”
A vítima foi liberada nas imediações da Avenida Voluntários da Pátria. “Ainda quando abriram a porta do carro, um deles disse para eu tomar ‘cuidado com a rua’. Eu saí correndo pela avenida em direção aos atacados onde faço compras. Parei num deles, liguei pra cá e avisei que estava bem.”
 
Polícia Civil investiga o caso 
 
A reportagem entrou em contato com a Delegada de Polícia, Betina Martins Caumo, que está investigando o caso. “Todas as vítimas foram inquiridas. As características dos assaltantes foram levantados, pois todos estavam com os rostos descobertos. Agora, estão sendo feitas as diligências para identificar o grupo, que com certeza não é daqui”, afirmou.
 

VÍDEO

No dia 16 de maio, um bugio que estava no Bairro Praia teve um choque ao deitar-se sobre os fios de energia elétrica. Ele caiu dos cabos da rede e foi socorrido por pessoas que estavam nas proximidades, entre elas, o agricultor Seloí Lang, conhecido por Nego do Rincão, que fez massagem e assoprou sua boca.

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