Taquari, 11 de Dezembro de 2017
NOTÍCIAS
01/12/2017
Adama inicia obra de modernização

Está em andamento há cerca de dois meses a obra de modernização da unidade de Taquari da Adama Brasil. A empresa de agroquímicos produzirá um fungicida para combater a ferrugem asiática, uma doença que atinge as lavouras de soja.
O momento mais alto da obra está previsto para janeiro e fevereiro, quando será feita a parte interna. “A fábrica ainda está operando porque as obras iniciaram pelo entorno da planta. Em janeiro, com a parada de operação, será feita a obra no interior”, diz o Gerente Industrial Gerson Bencke. O valor do investimento é de R$ 17 milhões para adaptação, modificação e modernização da fábrica que produzirá um dos princípios ativos da nova solução da Adama para a ferrugem asiática. O início da produção está previsto para 15 de março.
Na planta de Taquari da Adama Brasil é feita a sintetização dos produtos. “Faz a reação química e levamos para Londrina para ser formulado lá. Depois é colocado nas embalagens e comercializado”, explica o gerente industrial.
Na unidade de Taquari da Adama Brasil, há três unidades fabris que produzem princípios ativos para herbicida, fungicida e inseticida. Cada uma delas atua em um tipo.
Na de fungicida tem dois produtos sendo fabricados, o propiconazol e tebuconazole “Vamos fazer um terceiro que é picoxistrobina, que vai se somar ao tebuconazole, que será agregado a uma fórmula, resultando no fungicida final, que será entregue ao agricultor”, explica o gerente industrial. “Vamos ter os três produtos, mas à medida que este novo for crescendo em produção, o outro vai diminuindo (deixando de ser fabricado)”, acrescenta.
Na fábrica de herbicidas, é produzido o Propanil, que é específico para o arroz. Outro, a trifluralina, um dos primeiros produtos fabricados na planta de Taquari, voltará a crescer em volume. Ele era muito utilizado nas lavouras de soja, porém, com a expansão da soja transgênica, foi substituído por outro herbicida. Então desenvolvemos este produto para as lavouras de algodão e cana de açúcar. Agora o produto voltará a ser produzido para a soja. “Porque algumas ervas daninhas estão criando resistência ao glifosato, que é o produto utilizado na soja transgênica, então ele está migrando aos poucos”, afirma.
Na de inseticida, há apenas o Amitraz, que é um acaricida utilizado com fim veterinário, contra o carrapato.
Em 2014, iniciou a linha de fertilizantes foleares, que é um bioestimulante para a planta. “Quando a planta fica mais forte, ela fica menos suscetível a ter doenças e pragas, o que estimula a produtividade”, salienta.
A empresa Adama Brasil possui unidade em Londrina, no Paraná. “Lá, estamos logisticamente melhor localizados, perto de São Paulo e Mato Grosso. Aqui no Sul, recebemos as matérias-primas pelo porto de Rio Grande, fazemos a síntese química e depois levamos pra Londrina para formulação final”, explica Gerson.
A empresa comercializa para o mercado nacional e atende exportações na entressafra. “Temos algumas exportações para os Estados Unidos; do acaricida, no México, e, agora, estamos explorando mercado na África do Sul desse produto. Para os Estados Unidos também exportamos o herbicida, mas a concorrência com o produto chinês ainda é forte”, destaca. A matéria-prima, intermediário químico, utilizada pela empresa é importada da China e outras fontes estão sendo buscadas, como na Índia.
 
Produção em Taquari começou com a Defensa 
 
A produção de agroquímicos em Taquari iniciou em 1978, com a empresa Defensivos Agrícolas (Defensa SA). Em 1998, a empresa uniu-se à Herbitécnica, de Londrina, no Paraná. A fusão deu origem à Milenia Agrociências. Em 2001, a companhia israelense Makhteshim Agan adquiriu totalmente a Milenia Agrociências, integrando-a ao seu Grupo, presente em mais de 120 países.
Em 2011, o Grupo Makhteshim Agan foi incorporado pela ChemChina, uma das maiores companhias de produtos químicos da China, com expressão mundial.
Recentemente, a Makhteshim Agan iniciou o processo de transição de sua marca, instituindo globalmente o nome ADAMA, de origem hebraica, que significa “terra” ou “solo”.
Atualmente, a Adama Brasil possui 78 empregados efetivos em Taquari, mais 20 em empresas terceirizadas que atuam na portaria, restaurante e serviços gerais e, ainda, 10 estagiários e aprendizes. Mesmo com o investimento iniciado neste ano, o número de empregados efetivos não deverá aumentar na fábrica. 
 
Há sete anos sem acidente com afastamento
 
O Gerente Industrial destaca que a empresa está há sete anos sem acidente de pessoas com afastamento. “Temos um programa bem forte de segurança de processo e para pessoas, isto alavanca o acionista a querer investir”, ressalta.
Ele lembra que esta questão foi problema no passado. “Tinha processos mais complexos que os de hoje. Naquela época, também estávamos bem seguros, mas ocorreram incidentes que levaram as pessoas a ficarem apreensivas”, diz.

 

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No dia 16 de maio, um bugio que estava no Bairro Praia teve um choque ao deitar-se sobre os fios de energia elétrica. Ele caiu dos cabos da rede e foi socorrido por pessoas que estavam nas proximidades, entre elas, o agricultor Seloí Lang, conhecido por Nego do Rincão, que fez massagem e assoprou sua boca.

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