Taquari, 22 de Maio de 2018
NOTÍCIAS
15/12/2017
A uma partida do bi mundial

Torcedores do Grêmio Footbol Porto Alegrense estão com a bola toda. O time disputa amanhã, em  Abu Dhabi, a final do Mundial Interclubes, contra o Real Madrid, da Espanha.
A vaga foi garantida na terça-feira, após a partida contra o Pachuca, do México, na qual o Grêmio venceu por um a zero na prorrogação.
Os torcedores taquarienses, embora reconhecendo a superioridade do Real Madrid, estão confiantes.
O Fato Novo ouviu alguns deles, nesta semana, que contaram sobre a sua paixão pelo time e a expectativa para a partida que acontecerá amanhã às 15horas.
 
Advogado, Itomar Espíndola Dória, 59 anos, assistiu à final de 1995, no Japão
 
“Tenho a esperança de vitória mas sei que é difícil. O Real Madrid é o maior clube do mundo, um grande poder econômico. Além disso, tem o poder político, é vinculado à realeza espanhola. Eu acho que dentro do campo, 11 contra 11, quem jogou bola sabe o que pode acontecer. Se o Grêmio estiver em um dia que a coisa esteja fluindo normal... Mas é um nervosismo muito grande. Gosto de assistir o jogo sozinho, no meu quarto ou no estádio, mas desta vez, mesmo com tudo programado, não foi possível pela restrição de passagens aéreas e em função do trabalho. Em 1995, fui no Japão assistir Grêmio e Ajax, e fiquei com um sentimento de frustração muito grande. 
 
Lojista Mara Lúcia Labres da Silveira, 54 anos, tem a casa decorada em preto, branco e azul 
 
“É muito grande! Temos a melhor dupla de zaga do país, Geromel e Kannemann; temos o Marcelo Grohe, que é o melhor goleiro, e o Luan e o Renato. Nós vamos ganhar do melhor”, diz. “Minha casa é tudo do Grêmio. Herdei esta paixão do meu pai. Ele era uma pessoa muito reservada e o Grêmio perdeu um campeonato. Ele se segurou muito pra não chorar, disfarçadamente, passou a mão no olho pra enxugar a lágrima. Aquilo me marcou muito, eu era bem pequena e decidi ser gremista. Hoje, para assistir aos jogos, tenho um jeito de sentar, uma mantinha do Grêmio e vestir o mesmo pijama”.     
 
Estudante Kamila Costa, 25 anos, foi à Arena vestida de prenda no dia 20 de setembro 
 
“O Grêmio está com o dever cumprido. O Real Madrid é o melhor do mundo, mas acredito que vai ser o campeão. Meu pai é gremista e minha mãe colorada. Quando pequena, dizia que não sabia o que era, mas sempre fui gremista. Mesmo quando o time estava por baixo, dos 15 anos sem título, sempre usei as minhas camisetas. Para assitir ao jogo, é sempre a mesma, a primeira oficial que ganhei. Tenho que ela me traz sorte. Quando usei outras, acabei perdendo os jogos”, conta. “Sempre tive vontade de ir de prenda na Arena. Naquele dia, 20 de setembro, teve um jogo da Libertadores. Cheguei lá em cima da hora do jogo e foi a atração da Arena”  
 
Açougueiro Edmilson da Silva (Pitica), 39 anos, fanático torcedor
 
“Tô com medo. Não vou poder olhar o jogo, mas vou deixar o radinho no depósito porque não tem como tirar folga. Gosto de assitir quieto, com pouca gente. Aí depois do jogo, se ganhar, ninguém me aguenta. Já to avisando. O que eu queria era ter ganhado a Libertadores, e ganhei. Tô faceiro demais. O que vier agora é lucro. Parece que não conseguimos terminar a comemoração de um campeonato e já tem outro. Não caiu a ficha ainda”, salienta. “São todos gremistas em casa, já nasci gremista. Desde 1995, com o time ganhando tudo, comecei a ficar mais empolgado”, conta. 
 
Empresário, Eduardo Maria, 25 anos, presidente do Consulado Gremista de Taquari 
 
“A melhor possível, estou confiante, apesar de o Real Madrid ser um dos maiores e mais poderosos do mundo, no futebol acontecem coisas improváveis. Então, por que não pode acontecer de o Grêmio ser campeão?”, afirma. “Minha família toda é colorada, meus pais e irmãos. Minha mãe conta que eu ficava brincando, sozinho, na sala. Nasci em 1993 e, em 1995, o Grêmio estava para ser campeão da Libertadores. Ela chegou eu tava chorando olhando o Globo Esporte, e me perguntou por quê? Contei que o Higuita, que era goleiro Atlético Nacional, o adversário, dizendo que não deixaria o Jardel, centro-avante do Grêmio, fazer gol. A partir daquele momento ela viu que eu tinha me tornado gremista”, diz. “O consulado estava desativado, fui atrás para reativar, como era tranquilo, a direção do clube autorizou e foi oficializado há cerca de um ano e meio”. 
 
Calçadista, Nélson Vanderlei de Freitas Heller, 39 anos, torcedor que pintou a casa nas cores do tricolor 
 
“O Grêmio vai ganhar, pra mim, será dois a zero. Quem viu o jogo do Real Madrid, na quarta-feira, viu que não é tudo o que falam. Um pouco é mídia. O Brasil tem jogadores superiores até. Sou gremista desde pequeno e gosto das cores (preto, azul e branco), por isso pintei a casa. Tenho outra na 20 de Setembro e até pensei em pintar nas cores do Grêmio, mas em rua muito movimentada é perigoso. Torcedor muito fanático não entende. De certa forma sou fanático, mas por futebol, religião e política a gente não pode destruir uma amizade. Tem que saber respeitar o limite”. 
 
Torcida especial para o Pachuca  
 
Que muitos taquarienses estavam torcendo pela derrota do Grêmio, no jogo da terça-feira, não é novidade. Mas uma família em especial tinha mais motivos para isto. Na residência dos colorados Paulo da Costa Silva e Sandra Maria dos Reis Silva a concentração no jogo era intensa. Eles são os pais do fisioterapeuta do Pacccuca, Saulo Reis, que estava em Abu Dhabi acompanhando o time. Os pais assistiram ao jogo em casa, acompanhados de Cristina - esposa de Saulo, e do amigo da família, Marco Antônio da Cruz. “Futebol é assim. A gente achava que era muito difícil ganhar do Grêmio, mas o time jogou muito bem. Tomamos o gol, mas deixamos de ganhar o jogo”, diz Paulo.
 

VÍDEO

No dia 16 de maio, um bugio que estava no Bairro Praia teve um choque ao deitar-se sobre os fios de energia elétrica. Ele caiu dos cabos da rede e foi socorrido por pessoas que estavam nas proximidades, entre elas, o agricultor Seloí Lang, conhecido por Nego do Rincão, que fez massagem e assoprou sua boca.

mais vídeos

 
CLIMA
 
EDIÇÕES
Contato
(51) 3653.3795
(51) 3653.4719
(51) 9861.6358

Copyright © Jornal O Fato Novo 2013. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por