Taquari, 19 de Agosto de 2018
NOTÍCIAS
19/01/2018
Taquari atende 56 pacientes portadores de HIV

Atualmente, existem 56 casos confirmados de HIV em Taquari. É o que informa a Secretaria Municipal da Saúde, que divulgou os dados a pedido do jornal O Fato Novo.
Conforme a enfermeira-chefe da Secretaria da Saúde, Daniela Porn, o número de pessoas com presença do vírus talvez seja maior, pois muitas pessoas buscam tratamento fora de Taquari.
“Este número é preocupante. Todo mês nós temos casos novos. E este número representa somente os que estão nos nossos registrados, que nós sabemos que são portadores. E aqueles que não fizeram nenhum teste ainda?”, afirma.
A faixa etária dos pacientes é dos 18 aos 68 anos. Entretanto, conforme a pasta, o índice é maior entre os jovens dos 18 aos 25 anos e as mulheres. 
 
Teste rápido pode ser feito nos postos de saúde
 
De acordo com a enfermeira do Posto de Saúde Central, Ana Lúcia Borges da Costa, responsável por acompanhar os pacientes soropositivos, a população pode realizar testes rápidos não só para HIV mas também para sífilis e hepatites B e C. “O teste é rápido. Basta uma picada no dedo e fica pronto em vinte minutos”, ressalta.
 
Para realizar o exame é necessário fazer um agendamento nos postos 
 
Após os resultados dos exames, os pacientes são encaminhados para atendimento no Hospital de Estrela, onde realizam a consulta com um infectologista. Mais tarde, elas retiram o medicamento no Posto de Saúde Central, onde também recebem acompanhamento.
Para a enfermeira, a procura pelo teste rápido tem aumentado nos postos. “As pessoas tinham uma certa restrição para fazer o teste, mas acho que elas estão começando a ficar mais preocupadas.”
Ana também afirma que o número de pessoas em busca do teste é maior no início da semana. “O que acontece muito é que as pessoas vêm até o posto fazer o teste na rápido na segunda. Quando as pessoas chegam aqui elas expõe o caso e contam que decidiram fazer o teste porque extrapolaram no final de semana”, relata.
Mas embora a preocupação e a procura pelo teste tenham aumentado, a enfermeira acredita que as pessoas não estão se prevenindo. “As pessoas não se conscientizam de que a doença está aqui. E o HIV é para a vida toda. Se a pessoa não fizer tratamento adequado, vai ter sérios problemas.”
Por isso, ela deixa um alerta para a população. “A gente pede que as pessoas usem preservativo, que está disponível gratuitamente em todos os postos de saúde. E, qualquer dúvida, as pessoas devem vir até o posto de saúde”, conclui. 
Os preservativos masculinos e femininos são distribuídos gratuitamente em unidades de saúde e também estão disponíveis para compra em farmácias e drogarias.
 
Na contramão do mundo
 
Conforme os dados divulgados pela UNAids, órgão das Nações Unidas, no mundo todo, 36,7 milhões de pessoas vivem com HIV. Somente em 2016, o número de novas infecções por HIV em 2016 foi de 1.8 milhão. No mesmo ano, ocorreram 1.000.000 de mortes relacionadas à AIDS.
Enquanto que no resto do mundo a taxa de infecções diminuiu 11%, os dados da UNAids revelaram que no Brasil a taxa de infecção no Brasil aumentou 3%. 
No Brasil, conforme o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, o Rio Grande do Sul é o estado que apresenta a segunda maior taxa de detecção de AIDS, sendo 38,3 casos para cada 100 mil habitantes. Este número representa quase o dobro da média nacional, de 19,7 casos por 100 mil. Já o número de óbitos por AIDS no Estado é o dobro que no país: no Rio Grande do Sul, são 10,6 mortes para cada 100 mil habitantes, enquanto que o coeficiente nacional é 5,7.
 

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No dia 16 de maio, um bugio que estava no Bairro Praia teve um choque ao deitar-se sobre os fios de energia elétrica. Ele caiu dos cabos da rede e foi socorrido por pessoas que estavam nas proximidades, entre elas, o agricultor Seloí Lang, conhecido por Nego do Rincão, que fez massagem e assoprou sua boca.

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