Taquari, 18 de Novembro de 2018
NOTÍCIAS
26/01/2018
Compartilhar informações sobre localização policial pode resultar em prisão

Nas redes sociais, aumenta cada vez mais a quantidade de grupos que compartilham notícias envolvendo segurança pública. Pelos aplicativos do telefone, as pessoas relatam casos de assalto, acidentes e fazem alertas, relatando atitudes suspeitas. 
Entretanto, certo tipo de informações pode favorecer pessoas que desejam cometer algum delito. Por exemplo, a divulgação da rotina da Brigada Militar e da Polícia Civil, informando onde as viaturas estão trafegando ou se estão paradas em algum local. 
A delegada de polícia, Betina Martins Caumo, orienta que as pessoas não compartilhem estas mensagens em grupos. “Até porque criminosos também se valem desses grupos para saber em que ponto da cidade a polícia está atuando para poderem agir ou fugir por outro ponto”, ressalta.
Para o capitão da Brigada Militar, Rogério Armando Bueno Hoffmann Filho, informações sobre a localização das viaturas só prejudicam a população. “A sociedade que paga por isso, porque são pessoas desinformadas que estão ajudando a bandidagem a cometer assaltos”, disse, ressaltando que essas informações podem ser utilizadas por criminosos para planejarem assaltos.
Ele também questiona o objetivo de revelar este tipo de informação. “Não sei qual o interesse da pessoa em compartilhar o paradeiro da viatura. De repente, para informar àqueles que estão sem carteira ou com o licenciamento do carro atrasado para se esquivarem da polícia”, comentou. 
Por isso, ele pede que as pessoas cuidem o que compartilham nas redes sociais. “Estas pessoas que compartilham informações para fugir de blitz e prejudicar o trabalho da Brigada Militar não se dão conta de que estão prejudicando a segurança de todo mundo, inclusive a deles e de seus familiares”.
 
Pena pode chegar até cinco anos
 
Pessoas que avisam a localização das viaturas podem ser indiciadas pela Polícia Civil. De acordo com a Delegada de Polícia, este tipo de ação é considerada crime no artigo 265 do Código Penal. A pena é reclusão de um a cinco anos e multa.
Em todo o Rio Grande do Sul, sobretudo Porto Alegre, muitas pessoas utilizam os aplicativos para informar onde estão acontecendo as blitze policiais. Em setembro do ano passado, a Polícia Civil de Vacaria cumpriu naquela cidade mandados judiciais visando à busca e apreensão de celulares de pessoas que participavam de grupo de aplicativo de mensagens instantâneas, criado para avisar operações e blitze policiais da Polícia Rodoviária Federal, Brigada Militar, Guarda Municipal e da Polícia Civil.
Celulares de cinco pessoas do grupo foram apreendidos e serão analisados. Os participantes do grupo foram todos identificados e foram chamados para prestar esclarecimentos sobre sua participação. 
 

 

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No dia 16 de maio, um bugio que estava no Bairro Praia teve um choque ao deitar-se sobre os fios de energia elétrica. Ele caiu dos cabos da rede e foi socorrido por pessoas que estavam nas proximidades, entre elas, o agricultor Seloí Lang, conhecido por Nego do Rincão, que fez massagem e assoprou sua boca.

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